Área educativa - Observação de frentes de brisa com Radar Meteorológico, em Portugal continental
Propagações típicas de frentes de brisa na região sul
Numerosos factores condicionam a velocidade de propagação das frentes de brisa, as áreas em que se estabelecem e a sua intensidade. São considerados, a título exemplificativo, 3 casos distintos, consoante a área de organização e propagação das frentes de brisa na região sul.
Caso 1 - Frentes de brisa visíveis na costa ocidental da região sul e costa sul do algarve
Em algumas situações meteorológicas há coexistência de brisas originárias da costa sul Algarvia e da costa ocidental, como no caso de 18 de julho de 2009. Neste dia, em particular, estabeleceu-se uma circulação relativamente fraca de nordeste sobre toda a região sul, a norte do Algarve, que se manteve até às primeiras horas da tarde, sendo posteriormente substituída por uma circulação do quadrante oeste ou de noroeste, sobre a costa ocidental. A circulação no Algarve manteve-se sempre de sueste, o que explica a organização da frente de brisa que se observa mais a norte, sobre o Alentejo, com uma orientação aproximada este-oeste, como a animação em MAXZ documenta.

Caso 2- Frente de brisa apenas visível na costa ocidental da região sul
Em condições de circulação relativamente intensa de sueste, que se mantenha até às primeiras horas da tarde sobre o sul do território do continente, sendo posteriormente substituída por uma circulação do quadrante oeste ou de noroeste, sobre a costa ocidental, verifica-se que a frente de brisa só é visível sobre esta região, frequentemente em progressão para o interior do Alentejo. A razão desta localização da frente de brisa está no facto de, nestas condições, apenas sobre esta costa ocorrer uma circulação regional que favorece o fenómeno. O exemplo da animação em MAXZ, de 30 de agosto de 2010, mostra uma linha de convergência associada à frente de brisa da costa ocidental, em progressão para o interior do Alentejo, durante o período observado (imagens com periodicidade de 30 minutos). No Algarve não é visível frente de brisa, sendo os ecos visíveis sobre o mar, a sul, devidos a condições de porpagação anómala e consequente incidência sobre a superfície oceânica.

Caso 3 - Frente de brisa apenas visível na costa sul do Algarve
Em condições de circulação relativamente fraca do quadrante norte, a manter-se durante todo o dia sobre o território do continente, a frente de brisa só é geralmente visível no sotavento Algarvio, única área onde persiste, nessas condições, uma circulação regional suscetível de favorecer o fenómeno. O exemplo da animação em MAXZ, de 2 de setembro de 2010, mostra a organização gradual de uma linha de convergência associada à frente de brisa, em progressão de sueste para noroeste, durante o período observado, sobre o sotavento Algarvio e área costeira da Andaluzia ocidental (imagens com periodicidade de 30 minutos).
